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Venda de veículos deve atingir 225 mil unidades em abrilSão Paulo, 30 de Abril de 2009 - A indústria automobilística deverá emplacar neste mês 225 mil veículos (incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), segundo estimativas dos analistas do mercado. O volume 17,34% menor que as 271 mil unidades vendidas em março - mês recorde de vendas - deve-se a dois fatores: a antecipação das compras com receio de não haver prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ao maior número de dias úteis, comparado com abril que teve 19 dias de vendas. Mas, se levar em conta a média diária de vendas, abril mostra estabilidade na quantidade de veículos licenciados no País, com 11.206 carros vendidos por dia, volume garantido, segundo os analistas, pelo corte no imposto. Até o dia 28 o setor já emplacou 201.718 veículos. No quadrimestre as vendas somam 869.980 unidades, 4,29% abaixo dos quatro meses de 2008, quando foram vendidos 909 mil veículos no mercado brasileiro. Enquanto alguns analistas afirmam que a estabilidade nas vendas de veículos está sendo garantida pelo corte no IPI, para o presidente da Volkswagen, Thomas Schmall, não é a redução do imposto que irá ajudar o mercado e sim "as condições melhores de financiamento". Na opinião de Schmall, a redução do IPI não deverá continuar no segundo semestre, pois já está perdendo força. "Você não pode acender uma vela e achar que ela nunca vai apagar", comentou Schmall em uma recente entrevista em São Paulo. Mercado de caminhões Ao contrário do mercado de automóveis, no de caminhões o IPI provocou pouco impacto nas vendas, segundo José Rubens Vicari, diretor-geral da Honeywell no Brasil, fabricante de turbocompressores para veículos comerciais. Segundo Vicari, o mercado de caminhões, que fechou o primeiro trimestre com queda de 16% nas vendas, com 21.494 veículos emplacados, ante um trimestre recorde de 2008 (25.523 unidades), está com demanda 25% menor em abril em relação a 2008, que foi um ano de volume acima das expectativas. "No primeiro trimestre foi um pouco melhor, mas neste mês já notamos uma retração dos negócios", disse o diretor da Honeywell. A grande preocupação desta crise, segundo Vicari, é a falta de previsibilidade. "Não se tem consistência sobre a quantidade de veículos que serão produzidos no ano. Com a perda das exportações as montadoras estão ampliando as férias coletivas", comentou. Da produção total de turbos que a Honeywell faz na sua fábrica de Guarulhos (SP), 60% vão paras as montadoras e 40% para o mercado de reposição no Brasil e países da América do Sul. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Sonia Moraes) |
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