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| China é o 3º maior exportador de máquinas ao Brasil (27/06/2010) - Há apenas seis anos, em 2004, a China aparecia na 10ª posição entre os principais exportadores de máquinas e equipamentos para o Brasil. A sua frente estavam países tradicionais na fabricação de bens de capital, como Suíça, Itália, França, Reino Unido e Japão, então terceiro colocado, superado pela China em 2009. Em maio de 2010, o país já está muito próximo de superar o 2º colocado, a Alemanha. Para o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, o crescimento das importações da China é preocupante. “Enquanto outros países exportam máquinas e equipamentos que não são produzidos aqui, com alto nível tecnológico e que vão agregar valor à indústria brasileira como um todo, a China exporta produtos baratos, de baixo valor agregado, que se beneficiam do real valorizado e conquistam o mercado do fabricante nacional”, diz. “A Abimaq nunca se posiciona contra as importações pura e simplesmente, mas sim contra importações que não trazem contribuição na área tecnológica”, enfatiza Aubert. De janeiro a maio de 2010, em comparação com o mesmo período de 2009, enquanto a importação de bens de capital de países como Alemanha e Japão registraram queda de 2,7% e 4,9%, respectivamente, a chinesa cresceu 50,6%. Segundo levantamento da Abimaq, de 2004 a 2010 as importações da China quintuplicaram, saltando de 2,1% para 11,8% do total. Fenômeno semelhante estaria ocorrendo com a importação de máquinas e equipamentos da Índia, segundo o presidente da entidade. O país, que há cinco anos não figurava no ranking da entidade, já aparece no 10º posto. Em 2004, os fornecimentos da Índia representavam apenas 0,2% das importações do setor. Em seis anos o número cresceu 10 vezes, saltando para 2,3% do total. Para o presidente da Abimaq só existe uma explicação para o crescimento das importações de máquinas e equipamentos: taxa de juros elevada (“existe alguma justificativa para termos a maior taxa de juros do mundo?”) e câmbio. As importações cresceram 9,9% de janeiro a maio (US$ 8,7 bilhões) em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as exportações cresceram 6,6% (US$ 3,3 bilhões). O resultado é ainda pior se comparado com os primeiros cinco meses de 2008 - o melhor ano do setor. O levantamento da Abimaq indica queda de 25% nas exportações, enquanto as importações cresceram 8%. Fonte: Usinagem Brasil 29/06/10 |
| Criado em 30/06/2010. << Voltar Esta é uma versão otimizada para celulares. Acesse o site completo aqui |
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